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Um belo dia, minha professora de checo me vez uma revelação bombástica. Ela me disse "Albert, somente eu e a minha religião conhece quem foi realmente Jesus! O nome dele foi "Ježíše syna Josefova". E daí começou a me contar uma história louca de como Jesus morreu na República Checa e lá fundou a verdadeira Igreja.

Aos incautos e crédulos lhes digo que o verdadeiro nome de Cristo era "Jésus fils de Joseph", ou melhor "Jesus son of Joseph", ou melhor ainda "Jesus filho de José". E então? Descobriram a roda? Aprenderam algo novo? Sim, aprenderam a traduzir um nome e serem feitos de bobos.


Vamos complementar a informação que vocês têm com algo mais interessante:
O nome de Jesus completo é Yehoshua Ben Yousef MiNatzeret, ou seja, Jesus filho de José de Nazaré. O que acham?

Seu nome real era Yehoshua, e não Yeshua porque este último é um tipo de "apelido" diminutivo. Seria como chamar José de Zé. Eu coloquei apelido entre aspas porque quando se faz uma conversão do hebreu para o aramaico, a língua de Cristo, alguns nomes perdem letras, parecendo um apelido diminutivo.

Outro fato importantíssimo que fecha o circulo de mentiras que andamos vendo na coluna Teorias da Conspiração é que o autor da mesma diz que o significado de Yeshua é "Aquele que vem do fogo de Deus" (vejam AQUI) mas sua tradução correta do hebreu é "Yeho (Yahweh) shua (Salva)", "O Senhor Salva". Está tudo explicadinho AQUI

Todas as histórias que se seguem e falam de Jesus são crenças já que não há muitos registros históricos de sua existência, mas isso é tema para um outro post. E eu fico com a crença de que ele era O FILHO UNIGÊNITO DE DEUS.


Graça e Paz,
Albert Pike


Meu caros,

No último post fiz uma breve introdução sobre a Lógica clássica e seu fundador, um dos maiores pensadores da história, Aristóteles.
Ele, como filósofo, aluno de Platão, foi o autor de uma obra chamada Organon que, entre outras coisas, estuda formalmente o ato de raciocinar.

Como eu havia dito no artigo anterior, a Lógica na Grécia Antiga era conhecida como a "Ciência do Bem-Pensar" porque acreditavam os gregos que somente o pensamento correto, baseado na razão é capaz de levar ao conhecimento da verdade. E para tanto, a Ciência do Bem-Pensar, deveria ser composta de regras, a maioria de caráter matemático, que nos ajudaria a desvendar o propósito de um pensamento ou discurso e definí-lo como verdadeiro ou falacioso.

Foi nosso amigo Ari que criou esse conjunto de regras que passaram a ser a base do pensamento lógico e que se tornaram o que chamamos hoje de "Lógica Aristotélica.

Aqui começa o verdadeiro conhecimento dessas regras, meus caros, e tenho certeza que as mesmas lhes vão servir em muitos aspectos de suas vidas. A Lógica Aristotélica é composta de 3 princípios ou leis básicas: a Lei da Identidade, a Lei da Não-Contradição e a Lei do Terceiro Excluído. Mas que interessante Albert! Essas leis tem nomes bonitos, mas para que servem na prática?

Bom, antes de explicar isso eu costumo citar uma célebre frase de Bertrand Russeau: "O objetivo da filosofia é partir de algo muito simples, indigno de atenção, e terminar com algo tão paradoxal que ninguém mais acredite nele".

Os princípios (do Latin Primum Caput, "o que encabeça") da lógica fazem parte da origem de qualquer demonstração, de qualquer discurso, como condições necessárias e evidentes. Por serem princípios, eles não requerem demonstração e, por serem tão óbvios, muita gente não os julga dignos de atenção. A essas pessoas chamamos "crédulos". Vejamos porque:

1. A Lei da Identidade diz que "O que é, é", ou numa forma logicamente mais exata "o que é verdadeiro, é verdadeiro", ou melhor ainda "Se algo é verdadeiro então é verdadeiro"

2. A Lei da Não-Contradição diz que "nenhuma afirmação pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo".
Por exemplo: "Albert Pike é falso e Albert Pike não é falso", "40= 49 e 40 ≠ 49" e por aí vai.

É por isso que quando vemos um debate político na televisão, todos eles se preocupam em encontrar contradições ou falsas afirmações no discurso do oponente para invalidar seu argumento. E é por isso que é tão importante que você leitor, esteja muito atento aos detalhes de um discurso, buscando afirmações que se contradigam. Isso de cara já te ajudará a determinar se um discurso é verdadeiro ou cheio de inconsistências.

Seria ótimo se fosse assim tão fácil. O que acontece, meus caros, é que os discursos e textos retóricos (que buscam convencer) não possuem uma estrutura assim tão simples e rudimentar para que se detecte logo de cara proposições contraditórias. Não se o escritor for "hábil". Geralmente muitas afirmações falsas são misturadas com outras verdadeiras dando ao leitor ou ao ouvinte a impressão de que a conclusão é válida.

3. A Lei do Terceiro Excluído diz que "uma afirmação só pode ser falsa ou verdadeira não havendo um meio termo" ou para entender melhor "duas proposições contraditórias não podem ser ambas falsas".

Conhececendo essas três regras qualquer leitor pode começar a analisar os textos, idéias, discursos que nos chegam diariamente, quase sem cessar. Separar o joio do trigo é importante para a mente que quer aprender mas pretende fazê-lo apoiado somente na verdade.

As três leis da lógica básica, ainda que pareçam muito simples, tiveram um grande impacto na história da filosofia e no desenvolvimento da ciência. Há uma relação muito importante entre cada uma dessas leis e a maneira como tiramos conclusão de algo e todas elas tratam de encontrar contradições num discurso ou analisar como as afirmações ou premissas se relacionam entre si. Duas fórmulas contraditórias, no mesmo espaço temático nos asseguram que um discurso não é de todo verdadeiro.

O que vocês têm lido ultimamente e quais contradições encontraram?

Graça e Paz,
Albert Pike


Meus caros amigos,

Hoje inicio uma nova classe de posts que chamarei de "Falsas Premissas".

Vocês me perguntariam "Por que este nome, Albert?". Para explicar isso, começo com esse post introdutório, explicando o significado de premissa e porque ela é tão importante no discurso sedutivo, que visa convencer alguém de algo, como nos discursos religiosos e políticos por exemplo.

Eu diria, de uma maneira didática, que a premissa é um pedaço de lógica, é um ponto de partida do qual, associando-se a outras premissas, se chega a uma conclusão válida. Ou seja, juntando várias premissas verdadeiras, se chega, por associação a uma conclusão também verdadeira. Assim, na Lógica, a premissa é uma fórmula considerada hipotéticamente verdadeira.


Mas também, para entender este artigo, é importante que entendamos o que vem a ser essa tal Lógica.

A Lógica, meus irmãos, tem origem no grego clássico "logos" (λόγος), que significa palavra, pensamento, idéia, argumento, relato, razão ou princípio. É verdadeiramente uma Ciência e tem um quê de matemática já que funciona como um sistema de fórmulas, embora seja essencialmente filosófica! Eu diria que a Lógica alia a razão (matemática) à inspiração do pensamento (filosofia).

Mas enfim, qual a função da Lógica? Bom, se Lógica = Pensamento = Fruto do Conhecimento = Busca da Verdade, então concluimos que a Lógica = Busca da Verdade. Dessa forma, como a Lógica tem muito a ver com matemática, os antigos filósofos, entre eles Aristóteles, estabeleceram que a busca pela verdade necesita algumas regras.

De fato, a Lógica na Grécia Antiga era chamada de "Ciencia do Bem Pensar", porque somente pelo "bem pensar" ou o pensar lógico, que se vale axiomas e regras de inferência para representar um raciocício válido, se pode chegar à verdade.

Como a Lógica se utiliza de sistemas que definem o "como pensar bem", ou então como se deveria pensar para não errar, usando a razão, se entende porque essa Ciência é tão importante para diferenciar um bom de um mau argumento. Ajuda a diferenciar um argumento válido de um argumento falacioso.

Muito bem! Quem ainda segue firme e forte no texto deve estar "sedento" para saber como pensar logicamente. Que regras e sistemas são estes que nos ajudam a diferenciar um charlatão de um verdadeiro "conhecedor", o mentiroso do sincero, o falso do verdadeiro?

Calma lá! Cada coisa no seu tempo. Antes disso vamos saber um pouco
mais sobre um personagem que é conhecido como o pai da Lógica clássica,
um cara chamado Aristóteles.

Muito de vocês já devem ter ouvido falar desse grande filósofo. Além de ser o principal organizador das idéias da Lógica clássica, Aristóteles, que foi aluno de Platão, é considerado um dos maiores pensadores de todos os tempos e o que mais influenciou o pensamento ocidental. Ele deu enormes contribuições nas áreas da ética, política, física, metafísica, psicologia, poesia, retórica, zoologia, biologia, historia natural, ufa... Além de, claro, ter sido o criador do pensamento lógico. Alguns aí vão dizer que o "Ari" era um "iniciado". Segundo a "lógica" dessas pessoas, somente o fato de uma pessoa ter sido inteligente, um filósofo, um pensador, é porque foi um "iniciado". Meu artigo não tem o objetivo de discutir conjecturas ou teorias sobre a pessoa de Aristóteles e sim sua inegável contribuição para o pensamento ocidental.

Mas enfim, quais foram as regras e como Aristóteles as organizou para definir a Lógica clássica? Tudo isso está numa obra chamada Organon, mas isso, meus amigos, este será o tema do Capítulo II.
Até lá!

Graça e Paz,
Albert Pike.

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